Esses equipamentos são projetados para injetar volumes exatos de produtos em vazões controladas, assegurando a repetitividade no processo.
Quer entender o funcionamento das bombas dosadoras, seus diferentes mecanismos e a tecnologia por trás do controle de dosagem? Continue a leitura.
Como funcionam as bombas dosadoras?
As bombas dosadoras são equipamentos que permitem a aplicação de dosagens exatas de fluido, possibilitando maior precisão, com volume e tempo definidos.
Elas operam com base em diferentes princípios mecânicos. Logo, atendem às exigências de vazão, pressão e viscosidade de cada processo.
Nelas, a mecânica de bombeamento e o tipo de acionamento determinam o comportamento do fluido durante a dosagem.
Especializada na fabricação destes equipamentos, a Exatta Bombas desenvolve suas linhas baseadas em três princípios: eletromagnéticas, motorizadas e peristálticas.
Eletromagnéticas de diafragma

Funcionam a partir de impulsos eletromagnéticos gerados em uma bobina (solenóide).
A cada pulso, o eixo atrai o diafragma de Teflon (PTFE), criando um vácuo na câmara para a sucção do fluido.
Ao cessar o pulso, o retorno mecânico empurra o produto através de válvulas de retenção de dupla esfera.
São recomendadas em aplicações de vazões pequenas e médias e pressões elevadas, como sistemas de potabilização e desinfecção.
Modelos Exatta: séries EX, EX Slim, EXD, EXD Plus, EXpH-ORP e EXS.
Motorizadas de diafragma

Para acionar o mecanismo de deslocamento, utilizam um motor elétrico em vez de uma bobina eletromagnética.
Cabe ao motor acionar um conjunto mecânico com retorno por mola que movimenta o diafragma de forma contínua e suave.
Dessa forma, permite vencer altas pressões e entregar vazões superiores mantendo a precisão.
Por isso, é mais comum em processos contínuos de alta vazão, como dosagem de coagulantes, agentes floculantes e sódio hipoclorito em ETAs e ETEs.
Modelo Exatta: Série EX3 (com vazões de 100 a 400 l/h).
Peristálticas

Nas bombas peristálticas, a dosagem ocorre pelo deslocamento mecânico de roletes giratórios que comprimem um tubo flexível e resistente. Assim, “empurrando” o fluido para a saída sem que entre em contato com partes metálicas ou válvulas.
É o tipo mais recomendado no uso de produtos químicos viscosos, reagentes susceptíveis a incrustações ou que liberam gases na tubulação.
Modelo Exatta: Série EXP.
Como bombas dosadoras digitais e sistemas com skid funcionam na prática?

Além da mecânica da dosagem, o funcionamento do sistema é determinado pelo seu nível de automação e pela forma como ele é instalado:
Automação das bombas digitais
As bombas dosadoras digitais ajustam sua frequência operacional automaticamente de acordo com as variáveis da rede:
- Dosagem proporcional por vazão: modelos como a EXD Plus recebem sinais de hidrômetros (pulsos) ou sensores externos (4-20mA ou 0-10V), acelerando ou diminuindo o bombeamento conforme a variação de fluxo na rede;
- Correção automática por parâmetros hídricos: modelos como a EXpH-ORP leem a qualidade da água em tempo real através de eletrodos de pH ouORP inseridos na tubulação, dosando exatamente o necessário para manter o parâmetro configurado;
- Conectividade IoT (Série SMART): permite acompanhamento à distância via plataforma minhaagua.com, com relatórios e alerta de falha ou falta de produto.
Leia também: Bomba dosadora digital ou analógica: conheça as diferenças e aplicações
Integração em skids personalizados
Para garantir que a bomba e a linha hidráulica funcionem em perfeita harmonia, os equipamentos podem ser montados em um skid de dosagem personalizado.
Essa estrutura reúne em um único sistema:
- Bombas dosadoras e reservatórios com misturadores automáticos ou estáticos;
- Painéis elétricos com sinalização e interrupção automática;
- Acessórios de alta precisão: colunas de calibração para aferição do consumo real, válvulas de contrapressão, filtros tipo Y e amortecedores que convertem o fluxo pulsante em fluxo contínuo.
Entenda como funciona a bomba dosadora e faça a escolha certa
O entendimento correto da mecânica e o nível de automação da bomba dosadora refletem diretamente os ganhos operacionais da manutenção e a aplicação química:
- Precisão e economia de insumos: a automação garante a aplicação exata do produto, reduzindo perdas e custos operacionais com químicos;
- Operação mais segura: recursos como sensores de nível acoplados à sucção paralisam a bomba em caso de reservatório vazio, evitando a injeção inadequada na rede;
- Resistência química: a fabricação do cabeçote em Polipropileno (PP), PVDF ou Acrílico (PMMA) associada a vedações em Viton, EPDM ou Silicone garante compatibilidade com produtos agressivos e ácidos, minimizando paradas de manutenção.
Mas é preciso atenção. Para assegurar maior durabilidade dos componentes, você deve consultar a tabela de compatibilidade química da Exatta.
Com ela, você dimensiona seu projeto sem problemas quanto aos materiais constituintes da bomba.
Descubra a bomba dosadora ideal para seu projeto
Cada processo de dosagem química exige um padrão de funcionamento específico.
É por isso que a Exatta desenvolve equipamentos dimensionados para entregar a vazão e a pressão exatas que o seu projeto precisa, garantindo máxima eficiência e retorno sobre o investimento.
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