O termo ESG tem sido bastante comentado. Gestores, consultores, investidores e até o mercado consumidor entendem sua importância. Dentre outras ações, isso tem exigido das empresas o cumprimento das normas ambientais vigentes.
Afinal, adotar ações sustentáveis é um dos grandes pilares para o sucesso dos negócios, independentemente do ramo de atuação.
No entanto, muitas são as leis, cada uma com seus objetivos e os órgãos responsáveis pela fiscalização, gerando certa confusão entre empresários.
Neste artigo, abordaremos as leis ambientais e como elas promovem a sustentabilidade. Acompanhe!
ESG em ascensão: conhecer as leis é imprescindível

A preocupação com a sustentabilidade tem crescido exponencialmente. Consequentemente, o ESG faz parte do dia a dia da gestão empresarial.
O termo nome faz referência a três palavras em inglês:
- Environmental (ambiental);
- Social (social);
- Governance (governança).
Um artigo do Sebrae define o ESG: “conjunto de políticas e iniciativas para que empresas melhorem as suas práticas de governança corporativa, assim como de cuidados com a sociedade e com o meio ambiente”.
Conforme o material, a ideia é gerar resultados do tipo ganha-ganha. Logo, está totalmente alinhado com o contexto empresarial atual, como destacado em uma pesquisa realizada pela McKinsey.
Segundo o estudo, 83% dos CEOs e líderes de investimento entrevistados pretendem aumentar os investimentos em ESG.
Esse movimento reflete o crescimento da conscientização de que a sustentabilidade é um fator-chave para o sucesso operacional das empresas a longo prazo.
Dessa forma, além de contribuir para um futuro mais verde, conhecer e cumprir as normas ambientais pode trazer diversas vantagens para as empresas:
- Melhora da imagem e reputação da marca;
- Reduz custos com o consumo de energia, água e outros recursos;
- Inovação e desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis, gerando novas oportunidades de negócios;
- Acesso a novos mercados, que têm consumidores e investidores exigentes;
- Prevenção de riscos e passivos ambientais, para maior saúde financeira da empresa.
Principais normas ambientais que exigem atenção da sua empresa

Você sabia que a legislação brasileira é uma das mais completas e avançadas do mundo no contexto ambiental?
Quem afirma isso é o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Conforme seu artigo, as leis protegem o meio ambiente e reduzem, ao mínimo, as consequências da ação do homem.
Logo, é fundamental conhecer e cumprir essas leis para evitar problemas legais e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Acompanhe na lista abaixo as principais normas:
1. Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) (Lei nº 6.938/81)
Estabelece os princípios e diretrizes da PNMA, definindo responsabilidades e instrumentos de gestão.
Conforme seu artigo nono, a lei visa:
- Estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;
- Zoneamento ambiental;
- Criação de áreas de proteção;
- Avaliação dos impactos;
- Licenciamento ambiental e revisão de atividades poluidoras;
- Concessão dos recursos com fins econômicos;
- Incentivo ao desenvolvimento tecnológico;
- Penalidades pelo não cumprimento das regras.
Sua fiscalização é feita por órgãos federais, estaduais e municipais.
2. Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98)
Essa lei tipifica os crimes e estabelece punições para pessoas físicas e jurídicas que os cometerem.
Seus objetivos são:
- Proteção da fauna, flora, recursos hídricos, solo e ar;
- Garantir a preservação do meio ambiente;
- Estabelecer normas e medidas preventivas para evitar a degradação.
A fiscalização desta lei é de competência de diversos órgãos: Ibama, Ministério Público, Polícia Civil, Militar e Federal e Conama.
3. Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) (Lei nº 9.433/97)
Visa o uso sustentável da água. Foi criada para estabelecer todos os princípios, diretrizes e instrumentos para uma melhor gestão das águas no Brasil. Entre os pontos mais importantes, destacam-se:
- Gestão integrada e participativa dos recursos hídricos;
- Garantir o uso múltiplo e sustentável da água;
- Recuperar e proteger todos os tipos de fontes de recursos hídricos;
- Proporcionar o uso racional da água para consumo humano e de animais.
4. Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/12)
Institui as regras gerais sobre a exploração da vegetação nativa. Determina as áreas que devem ser preservadas e quais regiões podem receber a produção rural.
Para alcançar a preservação, o código estabeleceu dois tipos de áreas:
- Reserva Legal: parcela da propriedade que deve ser preservada;
- Área de Preservação Permanente (APP): visa preservar beiras de rios, topos de morros e encostas, que não podem ser desmatadas.
5. Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (Lei nº 12.305/10)
Estabelece princípios e diretrizes para melhor gerenciamento de resíduos sólidos, desde a sua geração até a destinação final.
Dentre as normas ambientais, a PNRS fomenta o desenvolvimento com base nos seguintes pontos:
- Proteção da saúde pública;
- Reduzir, reutilizar e reciclar;
- Estimular a adoção de práticas sustentáveis de produção e consumo;
- Desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas;
- Incentivo à indústria da reciclagem.
6. Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/07)
Define as diretrizes para a prestação de serviços públicos de saneamento no Brasil, incluindo:
- Abastecimento de água;
- Esgotamento sanitário;
- Manejo de resíduos sólidos;
- Drenagem urbana.
A lei foca na universalização desses serviços para aumentar a qualidade, eficiência e sustentabilidade e, consequentemente, promover a saúde pública e a proteção ambiental.
7. Tratamento de efluentes (Resolução Conama 430/11)
Estabelece os padrões de qualidade para o lançamento de efluentes líquidos em corpos hídricos.
A fiscalização e implementação dessas regulamentações são realizadas pelos seguintes órgãos:
- IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis);
- Ministério do Meio Ambiente;
- Secretarias Estaduais;
- Órgãos municipais.
Ferramentas essenciais para o enquadramento às normas ambientais
Para que se adequem às normas ambientais, as empresas podem adotar diferentes ferramentas e tecnologias, como softwares de gestão, análise e diagnóstico de impacto ESG.
Além disso, nos processos de tratamento da água e dosagem de produtos químicos, ter bombas dosadoras é uma ótima ferramenta.
Essa é uma das soluções mais eficientes para:
- Otimizar o uso de produtos químicos:
- Auxiliar no tratamento de resíduos industriais;
- Contribuir com o tratamento de água e esgoto.
Quando bem dimensionada, esse equipamento reduz o desperdício e contribui com o menor impacto ambiental.
Para contribuir com este cenário, a Exatta Bombas fabrica uma linha completa de bombas dosadoras.
Elas apresentam elevado padrão construtivo, alta qualidade e possibilidade de automação. Com isso, auxilia as empresas a alcançarem a conformidade e, ao mesmo tempo, otimizar seus processos.
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